Pastor levanta suspeitas sobre influência de “sociedade secreta” na eleição de Bolsonaro
- Hélio Camargo

- 4 de mar.
- 1 min de leitura
Relato em podcast sugere que ex-presidente teria firmado compromissos com organizações internacionais antes de assumir o cargo

SÃO PAULO (SP) — O pastor Carlos Cardoso voltou a gerar repercussão nas redes sociais após declarar que a ascensão do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto teria ocorrido sob influência de organizações internacionais.
A afirmação foi feita durante participação no “Eu Acredito Podcast”, onde o religioso defendeu a tese de que líderes políticos precisariam de alinhamento prévio com estruturas globais antes de assumirem o poder.
Citações ao Grupo Bilderberg
Durante a entrevista, Cardoso mencionou o Grupo Bilderberg, organização conhecida por realizar encontros privados entre autoridades políticas, empresários e acadêmicos de diferentes países.
Segundo o pastor, o grupo atuaria como uma instância de influência estratégica nas decisões globais. Ele afirmou que:
Teria ocorrido uma reunião entre Bolsonaro e representantes do grupo antes de 2019;
Chefes de Estado não assumiriam seus cargos sem alinhamento ao sistema internacional;
Existiriam compromissos formalizados antes do início oficial de mandatos presidenciais.
Contudo, tais alegações não foram acompanhadas de documentação pública verificável durante a entrevista.
Soberania e governança global
Cardoso também citou o Fórum Econômico Mundial ao argumentar que líderes nacionais estariam inseridos em uma estrutura internacional de governança. Para ele, a ideia de autonomia plena de um presidente seria limitada por compromissos e interesses globais.
Especialistas em relações internacionais destacam que tanto o Grupo Bilderberg quanto o Fórum Econômico Mundial são fóruns de debate que reúnem lideranças globais, mas não há comprovação oficial de que determinem formalmente eleições ou posses de governantes.
As declarações do pastor ampliaram discussões nas redes sociais, refletindo um cenário de crescente desconfiança institucional e polarização política.
.png)



Comentários