Mulher encontra Jesus após orações de sogra: “Ela não desistiu de orar”
- Hélio Camargo

- 11 de fev.
- 3 min de leitura

Maria Margarida Roseno Pereira, hoje com 54 anos, relembra que seu envolvimento com o ocultismo começou ainda na juventude, quando buscava cura para uma enfermidade em um centro espiritual.
“Um rezador disse que eu precisava me desenvolver, porque era médium”, contou em entrevista ao canal Poder de Deus Documentários, no YouTube.
Embora já frequentasse religiões de matriz africana, Maria passou a se aprofundar ainda mais nas práticas ocultas após ser influenciada por pais de santo. “Eu era envolvida com bruxaria e macumbaria. Minha mãe sofria muito por causa disso”, afirmou.
Aos 17 anos, ela se mudou para São Paulo, onde conheceu o homem que se tornaria seu esposo — na época, afastado da fé cristã. O casal foi morar no pátio de uma mãe de santo, e Maria mergulhou ainda mais no ocultismo.
“Meu esposo saía para trabalhar e eu ficava com ela fazendo macumba. Fui levada para centros de umbanda e quimbanda, até chegar ao candomblé. Entrei para o quarto de Roncó, raspei a cabeça e participei de rituais de iniciação. Tenho cicatrizes até hoje, de cortes feitos em rituais de sacrifício”, revelou.
Intercessão por salvação
Enquanto Maria se aprofundava nas práticas espirituais, sua sogra — cristã — intercedia incansavelmente por sua libertação.
“Tinha uma mulher que orava e jejuava por mim. Uma mulher que não desistiu: a minha sogra”, disse emocionada.
Na batalha espiritual em oração, a sogra contou com o apoio de duas intercessoras, as irmãs Geralda e Geraldina, além do pastor José Ulisses, da Assembleia de Deus.
Nesse período, Maria enfrentou uma grande dor: o desejo de ser mãe. Ela engravidava, mas sofria perdas gestacionais. “Eu tinha o sonho de ser mãe e nunca conseguia levar a gravidez adiante”, contou.
Em uma nova gestação, começou a sangrar intensamente e acreditou que perderia o bebê mais uma vez.
A promessa e o milagre
Em meio ao desespero, Maria se lembrou de uma palavra do pastor José, que dizia que Deus transforma a estéril em mãe de filhos. De joelhos, fez uma oração:
“Senhor, Deus dos crentes, se Tu deixares essa criança ficar comigo, eu vou para a Tua casa. Vou Te servir e nunca mais sairei de lá.”
Levado ao hospital pelo esposo, ela recebeu uma notícia surpreendente. O médico constatou que o bebê estava vivo e a gestação havia sido estabilizada.
“Ele perguntou quem tinha feito a cirurgia, porque havia uma cicatriz no meu útero e o feto estava intacto. Eu disse que não tinha feito cirurgia nenhuma. Posso dizer que vivi um milagre”, testemunhou.
Conversão e nova vida
Após a experiência, Maria foi à igreja onde as irmãs oravam por ela, decidida a cumprir a promessa feita a Deus.
“Quando cheguei, os irmãos começaram a glorificar a Deus. Antes mesmo do apelo, eu já estava no altar chorando. Meu esposo também foi”, relembrou.
Naquele dia, ambos entregaram suas vidas a Jesus.
Ao retornarem para casa, o casal tomou uma decisão radical: descartaram altares, imagens e objetos ligados ao candomblé.
“Foi automático. Fizemos uma limpeza na casa e vivemos o poder de Deus”, afirmou.
No dia seguinte, Maria procurou a mãe de santo para comunicar sua decisão.
“Ela me chamou de filha. Eu respondi: ‘Não sou mais sua filha. Hoje sou filha do Deus Todo-Poderoso. Não pertenço mais a esse mundo’. A guerra espiritual não foi fácil”, disse.
Tempos depois, Maria deu à luz Samuel, o filho tão desejado. Mais tarde, nasceram também Sara e Samara.
Hoje, após mais de 30 anos de conversão, Maria — conhecida como irmã Guida — segue firme na fé.
“Não tenho o direito de olhar para trás. Deus fez coisas extraordinárias na minha vida. De lá para cá é jejum, oração, comunhão e dependência d’Ele”, declarou.
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