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Ex-muçulmano vira pastor após estudar a Bíblia no Irã: “O Espírito Santo abriu minha mente”

  • Foto do escritor: Hélio Camargo
    Hélio Camargo
  • 11 de fev.
  • 3 min de leitura





Um ex-muçulmano que hoje atua como pastor no Chade compartilhou seu testemunho de conversão e fez um apelo por oração em favor dos cristãos perseguidos em seu país.

Ibrahim Hassan cresceu em um lar islâmico devoto e, desde a infância, estudava o Alcorão com dedicação. Seu sonho era se tornar um grande líder islâmico. “Eu tinha em mente que me tornaria um grande líder islâmico”, contou ele em entrevista ao Global Christian Relief.


A trajetória de sua vida começou a mudar quando seu pai se casou novamente e se divorciou de sua mãe. Diante da nova realidade familiar, Ibrahim decidiu continuar os estudos em outra aldeia. Sem ter onde morar, foi encaminhado a uma organização missionária que oferecia abrigo para estudantes em situação de vulnerabilidade.

No local, havia uma regra clara: todas as manhãs, antes da escola, os alunos precisavam participar de 20 minutos de culto para ouvir a mensagem do Evangelho.


“No começo eu não queria ir, mas como muitos meninos participavam, eu também fui. Eu precisava estudar e aquela era a condição para garantir um lugar para ficar”, relembrou.



“Decidi seguir Jesus”


Com o passar do tempo, aquilo que começou por necessidade se transformou em interesse genuíno. Ao ouvir as Escrituras, Ibrahim começou a questionar suas crenças e se sentiu profundamente tocado pela mensagem bíblica.


“Certa manhã, o Espírito Santo abriu minha mente. Descobri que não se vai para o Céu por meio de boas obras, mas pela fé”, afirmou.


Ele comparou essa descoberta com o ensino islâmico que havia aprendido desde pequeno: “No Islã, você ora, jejua e faz tudo corretamente, mas no fim depende de Alá decidir se você vai para o paraíso ou para o inferno. Na Bíblia, vi que Deus amou o mundo de tal maneira que enviou Seu Filho para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna.


Percebi que o problema estava resolvido”.

Aos 14 anos, durante um estudo bíblico sobre o chamado de Samuel, Ibrahim fez uma oração que marcaria sua vida para sempre.


“Eu disse: ‘Deus, se o Senhor me ama, me chame como chamou Samuel, e eu O servirei’. Não sei explicar o que aconteceu, mas meu coração parecia estar em chamas.”


Naquele mesmo momento, levantou-se diante da congregação e declarou publicamente que havia recebido Jesus Cristo como Salvador e que dedicaria sua vida a servi-Lo.



A igreja perseguida no Chade


A decisão de seguir a Cristo trouxe consequências imediatas. Compartilhar o Evangelho se tornou um desafio constante em meio à perseguição.

“Eu era chamado de ‘cristão perverso’. As pessoas cuspiam em mim quando eu passava”, recordou.


Mesmo diante da hostilidade, Ibrahim escolheu responder com amor. Com o tempo, conquistou respeito e amizade de muitos. Hoje, aos 65 anos, casado e pai de nove filhos, ele lidera um dos ministérios mais desafiadores do mundo islâmico: o pastoreio de cristãos que deixaram o Islã para seguir Jesus.


O Chade é considerado um dos ambientes mais difíceis para convertidos do islamismo. Ainda assim, segundo o pastor, um número crescente de pessoas tem encontrado Cristo — muitas vezes por meio de sonhos.


“Recebemos muitos relatos de muçulmanos que tiveram sonhos com Jesus”, contou. Ele mencionou o caso de um professor islâmico que, após sonhos recorrentes, percorreu 25 quilômetros até encontrar uma igreja e se entregar a Cristo.


Outras conversões acontecem por meio do testemunho de vida dos cristãos. “Alguns muçulmanos observam a maneira como os cristãos vivem e percebem algo diferente. Eles começam a questionar o que lhes foi ensinado.”



Um apelo por oração


Para Ibrahim, o ministério vai além da pregação. Muitos convertidos enfrentam rejeição familiar, perda de herança, abandono do cônjuge e até ameaças à própria vida. São cristãos secretos que precisam de acolhimento, segurança e discipulado sólido.


“Eles precisam ser recebidos, protegidos e ensinados na Palavra para crescerem espiritualmente até alcançarem maturidade em Cristo”, explicou.


O pastor destaca que o discipulado é essencial para fortalecer a fé dos novos convertidos antes que assumam publicamente sua decisão.


Por fim, ele faz um apelo à Igreja global:

“Orem para que tenhamos fé forte e para que o Espírito Santo realize milagres. Muitos muçulmanos precisam ver o poder de Deus agir.”


Ele também pede recursos para a construção de centros de acolhimento e treinamento bíblico. “Precisamos capacitar esses irmãos e garantir seu sustento.”


Apesar dos riscos, Ibrahim segue firme, acreditando que o Evangelho continua transformando vidas — mesmo nos lugares mais desafiadores do mundo.

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