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Apóstolo alerta que a igreja não pode funcionar como empresa ou cassino

  • Foto do escritor: Hélio Camargo
    Hélio Camargo
  • 25 de fev.
  • 2 min de leitura

Mário Alberto defende que a igreja deve sustentar a todos e critica pastores que buscam enriquecimento pessoal por meio das ofertas e dízimos


apostolo mario alberto


SÃO PAULO (SP) — O apóstolo Mário Alberto Nuntius fez críticas contundentes ao modelo financeiro adotado por parte das igrejas evangélicas no Brasil.


Em entrevista ao IangCast, o líder religioso afirmou que instituições que priorizam a arrecadação, mas deixam de oferecer suporte aos próprios membros em momentos de dificuldade, acabam se afastando de sua missão espiritual e passam a agir de forma semelhante a um sistema voltado apenas ao lucro.


Segundo Nuntius, a maneira como alguns fiéis são tratados quando enfrentam crises financeiras ou espirituais evidencia um desvio de propósito. Ele destacou que, enquanto contribuem financeiramente, muitos membros são valorizados; porém, quando deixam de sustentar a instituição, passam a ser ignorados ou até excluídos.


O apóstolo também criticou práticas como afastamento de funções ministeriais e restrições de participação, classificando essas atitudes como incompatíveis com os princípios do cristianismo.


O religioso defendeu ainda que os recursos arrecadados pelas igrejas devem ser utilizados em benefício direto da própria comunidade.


Na visão dele, a presença de pessoas vivendo em situação de miséria dentro de uma congregação revela falhas tanto administrativas quanto espirituais.


Nuntius ressaltou que o sustento da igreja deve atender às necessidades dos fiéis, e não servir como meio de enriquecimento pessoal de líderes, levantando questionamentos sobre transparência e responsabilidade financeira no meio evangélico.


Ao abordar a relação entre ministério pastoral e riqueza, o apóstolo afirmou que o púlpito não deve ser utilizado como instrumento para ganho pessoal. Para ele, líderes que desejam prosperar financeiramente podem buscar outras fontes legítimas de renda, como a produção de livros, cursos ou palestras, preservando os recursos da igreja para ações sociais e cuidado com a comunidade.


Por fim, Nuntius declarou que a existência de pessoas em extrema necessidade dentro de uma igreja contraria os princípios do evangelho e compromete a credibilidade do ministério cristão.

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